Inerente
















Há um sonho dentro de mim, que tem sido o que me mantêm vivo. E já não sei se posso persistir com ele ou se o largarei, como ele não fez comigo. Não, por favor, não diga que é ingratidão, porque viver de sonhos é o mesmo que não estar vivo, estou errado? Mas, se eu mata-lo, não seria dar um tiro no meu próprio peito? Não sei, não sei, e ando tão aflito e tão pensativo e tão medroso e tão cauteloso quanto a isso. A verdade é que sonhos são complicados! É tão pesado carregar um com a gente. Precisa de fé, precisa de esforço, precisa de amor. Mas nada disso é tão fácil de conseguir, não encontramos à venda na rua. E o trabalho que dá? Provavelmente o trabalho de uma vida. E sem ele, muito provavelmente eu não tenha mesmo o que fazer com a minha. No fundo, continuar sonhando seja a última coisa que reste a um sonhador. Sem sonhos ninguém vive, e de sonhos ninguém vive também. Sendo assim, eu ando me desmanchando. Porque parte de mim é o que eu sonho e a outra é a que tão arduamente me construí. Estou na iminência de me jogar fora.

4 comentários:

Fátima disse...

Jogue fora, pra fora escrevendo texto belo como este.
Posso te garantir que pior que viver com a preocupação de sonho e não ter sonho, não ter sonho é não viver.

Beijos meu

Ah!, conseguir postar o selo

Bárbara. disse...

Hello there! Passando finalmente aqui. Adorei o blog, mas música me deixa confusa enquanto eu leio. haha :]

Sonhar, meu primo, é viver antecipadamente o que se precisa e que não cabe na vida de agora.
Jogar-se fora também é necessário vez em quando. Não que não doa, dói, mas a gente está aqui pra ser melhor, não é?

sei lá, às vezes é melhor não saber também. :]

A Escafandrista disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Nini C . disse...

Que texto lindo querido, o melhor que lí nos últimos dias ;D
Beijos, te gosto.